Está sendo cobrada coparticipação no atendimento em casa? Entenda por que a Justiça considerou essa prática ilegal e saiba como agir.
É Justo Pagar Para Ser Atendido em Casa? A Justiça Já Disse Que Não
Imagine um jovem que ficou tetraplégico após um acidente. Ele precisa de cuidados diários em casa — fisioterapia, fonoaudiologia e uso de bomba para infusão contínua de medicação. O plano de saúde foi trocado sem aviso, e o atendimento, simplesmente interrompido. A família teve que pagar do próprio bolso.
Essa história, infelizmente, não é rara. E mais: o plano ainda tentou cobrar coparticipação pelos valores, mesmo não oferecendo estrutura para atender.
A boa notícia é que a Justiça já reconheceu que esse tipo de cobrança é abusiva.
Neste artigo, você vai entender o que é coparticipação, quando ela é considerada ilegal, e como agir se isso estiver impedindo um tratamento essencial.
Está sendo cobrado sempre que utiliza o plano? Veja quando a coparticipação se torna abusiva e o que pode ser feito.
📲 Saiba o que fazer se a coparticipação está comprometendo seu tratamentoAfinal, o Que É Coparticipação?
Coparticipação é o valor que o paciente paga além da mensalidade do plano, sempre que usa algum serviço de saúde — como consultas, exames ou terapias.
Ela pode até ser legal, mas só se respeitar alguns limites.
A legislação permite esse modelo desde que esteja previsto no contrato e não impeça o tratamento do paciente. Quando o plano falha em oferecer o atendimento (como deixar de indicar um profissional da rede credenciada), e a família precisa buscar ajuda por conta própria, não pode haver cobrança adicional.
O Que a Justiça Decidiu Neste Caso?
No processo analisado, o paciente — um jovem tetraplégico — teve o atendimento domiciliar suspenso sem alternativa viável. O plano alegou que não oferecia home care e tentou cobrar coparticipação mesmo assim.
A Justiça, no entanto, determinou que:
✅ O atendimento em casa era essencial e prescrito por médicos.
✅ A operadora não indicou nenhum prestador na rede credenciada.
✅ A família teve que pagar por conta própria para não interromper o tratamento.
✅ A coparticipação foi afastada — o reembolso foi considerado integral.
Além disso, foi reconhecida a obrigação do plano de saúde em continuar o atendimento domiciliar, com base no Código de Defesa do Consumidor e na Lei dos Planos de Saúde (Lei nº 9.656/98).
Segundo o advogado Felipe Müller Corrêa da Silva, especialista em Direito à Saúde:
“Quando o plano deixa de oferecer atendimento na rede credenciada e o paciente precisa buscar ajuda por conta própria, é injusto e ilegal cobrar coparticipação. Isso fere o direito ao tratamento contínuo e digno.”
Veja Se Você Está Diante de uma Coparticipação Abusiva
- Seu tratamento domiciliar foi prescrito por um médico?
- O plano deixou de indicar profissional credenciado?
- Você precisou custear o tratamento por fora?
- Estão cobrando coparticipação mesmo assim?
Se você marcou sim para qualquer uma dessas perguntas, é possível que a cobrança seja ilegal.
❓ Perguntas Frequentes (FAQ)
O plano pode cobrar coparticipação em atendimento domiciliar?
Não. Se o plano não indicou nenhum profissional da rede credenciada e você precisou custear o atendimento essencial por fora, a Justiça entende que não pode haver cobrança de coparticipação.
Tenho direito ao reembolso integral se paguei pelo atendimento?
Sim. Quando não há rede credenciada disponível e o atendimento é urgente ou indispensável, o reembolso deve ser feito de forma integral, sem dedução de coparticipação.
E se o contrato prevê coparticipação?
Mesmo nesses casos, a cobrança é considerada abusiva se o plano não oferecer alternativa viável na rede credenciada. A falta de rede obriga o plano a cobrir integralmente o custo assumido pelo paciente.
Está Enfrentando Cobrança Indevida no Atendimento em Casa?
Receber atendimento em casa não é um luxo — é uma necessidade médica, reconhecida pela Justiça.
🟢 Se você ou um familiar está sendo prejudicado por cobranças indevidas de coparticipação, não ignore o problema.
Você não precisa aceitar cobranças que tornam o tratamento inviável. É possível agir com orientação jurídica.
✅ Fale agora e veja como parar as cobranças abusivas no seu planoSobre Nós
O Escritório Martins, Corrêa da Silva foi fundado por Felipe Müller Corrêa da Silva e Janine Martins Corrêa da Silva, advogados especializados em Direito à Saúde. Nosso foco está em ações contra planos de saúde e o SUS, bem como em Direito Médico e Direitos da Pessoa com Deficiência (PCD).
Nossa Equipe
Além dos sócios fundadores, contamos com uma equipe de advogados especialistas em plano de saúde e SUS, altamente qualificados e comprometidos com a defesa dos direitos dos pacientes. Nossa equipe trabalha de forma integrada e estratégica para oferecer um atendimento ágil, personalizado e eficaz, garantindo as melhores soluções jurídicas para cada caso.