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Está Pagando Mais Coparticipação do que Mensalidade? Veja Quando Isso é Abusivo e o Que Fazer

Coparticipação no plano de saúde pode ser legal — mas quando impede seu tratamento, é abuso. Entenda seus direitos e veja como buscar ajuda.


A Coparticipação Pode Virar um Obstáculo Real ao Seu Tratamento

Imagine a situação de Clara, mãe de uma criança autista que precisa de diversas sessões semanais de terapia. Mesmo pagando o plano de saúde em dia, ela começou a receber cobranças adicionais por cada atendimento: fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia… Tudo cobrado à parte. Em poucos meses, os valores de coparticipação ultrapassaram o dobro da mensalidade. Clara se viu obrigada a reduzir as sessões do filho por não conseguir mais pagar.

Casos como o dela são mais comuns do que se imagina. A coparticipação, que deveria ser um modelo de compartilhamento justo de custos, muitas vezes se transforma em um entrave real para a continuidade do tratamento.

Se isso está acontecendo com você ou um familiar, saiba: essa situação não é incomum — e pode ser ilegal.

Você paga o plano de saúde todos os meses. Mas, ao utilizar o serviço, se depara com cobranças extras: consultas, exames, terapias, tudo somado à parte.

Quando menos percebe, o valor dessas cobranças supera a própria mensalidade. E o que era para ser um apoio, torna-se um fardo. Se isso está acontecendo com você ou um familiar, saiba: essa situação não é incomum — e pode ser ilegal.

Está pagando mais coparticipação do que a mensalidade? Isso pode ser ilegal.

📲 Veja como agir se a coparticipação está inviabilizando seu tratamento

O Que É Coparticipação no Plano de Saúde?

A coparticipação é um modelo em que o beneficiário paga uma taxa adicional toda vez que utiliza um serviço: consulta, exame, internação, terapia, entre outros. Ela é usada como alternativa às mensalidades mais altas, sob a promessa de que o usuário só paga pelo que usar.

Mas isso só funciona para quem raramente precisa do plano. Pacientes com doenças crônicas, em tratamento contínuo ou com filhos com necessidades especiais acabam sobrecarregados financeiramente.


Quando a Coparticipação É Considerada Abusiva?

A cobrança se torna abusiva quando:

  • ⚠️ Impede ou compromete a continuidade do tratamento;
  • ⚠️ Supera os valores pagos a título de mensalidade de forma desproporcional;
  • ⚠️ É feita sem transparência ou clareza no contrato;
  • ⚠️ Aplica valores diferentes para o mesmo tipo de serviço, sem justificativa.

Nesses casos, a cobrança pode ser questionada judicialmente.


Coparticipação Unimed, NotreDame e Outras Operadoras

Entre os planos com maior volume de queixas estão::

  • Unimed: cobranças por cada sessão de fisioterapia, fonoaudiologia ou terapia ocupacional podem ultrapassar centenas de reais por mês.
  • NotreDame Intermédica: relatos de pacientes que desistem do tratamento por não conseguirem pagar a coparticipação acumulada.
  • SulAmérica e Bradesco Saúde: cobranças recorrentes em programas terapêuticos de longo prazo.

A existência da cláusula no contrato não é justificativa para abusos. Mesmo prevista, a cláusula pode ser considerada nula se violar o direito à saúde e o princípio da boa-fé.


Como Saber se Estou Sendo Prejudicado?

Confira o checklist abaixo e veja se alguma dessas situações se aplica ao seu caso:

✅ O valor total da coparticipação está comprometendo seu orçamento familiar?

✅ Você ou um dependente está deixando de fazer sessões por não conseguir pagar?

✅ As cobranças estão maiores do que a própria mensalidade?

✅ As cobranças ocorrem mesmo sem clareza sobre os valores ou frequência?

Se você respondeu “sim” a qualquer uma dessas questões, pode estar diante de uma cobrança abusiva. Não ignore esses sinais. Buscar orientação jurídica pode ser o primeiro passo para retomar o controle sobre seu tratamento.?

Analise:

  • O valor total da coparticipação está comprometendo seu orçamento familiar?
  • Você ou um dependente está deixando de fazer sessões por não conseguir pagar?
  • As cobranças são maiores do que a própria mensalidade?

Se respondeu “sim” a alguma dessas perguntas, vale a pena buscar apoio jurídico.


Passo a Passo Para Agir

  1. Reúna comprovantes das cobranças de coparticipação.
  2.  Solicite a tabela de coparticipação da operadora.
  3.  Se tiver tratamento em curso, junte a prescrição médica.
  4.  Procure um advogado especializado em Direito à Saúde.

É possível continuar o tratamento sem comprometer seu orçamento familiar. Saiba como.

✅ Fale agora e descubra como limitar a cobrança abusiva da coparticipação

FAQ 

✅ Plano com coparticipação cobre internação?
Sim, mas pode haver cobrança adicional. É importante verificar no contrato e consultar um especialista se o valor for excessivo.

✅ Coparticipação parcial e completa: qual a diferença?
Parcial: você paga parte do valor. Completa: você arca com todo o valor daquele serviço. Ambas podem ser contestadas se inviabilizarem o tratamento.

✅ Vale a pena ter plano com coparticipação?
Para quem usa pouco, pode ser viável. Mas quem precisa de uso frequente deve avaliar com muito cuidado.

✅ Qual o limite de cobrança por coparticipação?
A ANS estabelece que a soma das coparticipações não pode ultrapassar 40% do valor total do procedimento, e há regras para limitar o valor mensal. Se esse teto for ultrapassado, a cobrança pode ser considerada abusiva.

✅ Coparticipação pode ser cobrada em consultas online?
Sim, mas com os mesmos critérios de transparência e limitação aplicáveis às consultas presenciais. Se os valores forem desproporcionais, é possível questionar judicialmente.

✅ Plano com coparticipação cobre internação?
Sim, mas pode haver cobrança adicional. É importante verificar no contrato e consultar um especialista se o valor for excessivo.


Seu Caso Merece Atenção

Vocês não estão sozinhos nessa jornada. Nosso escritório acompanha de perto esses casos e pode orientar com segurança.

A coparticipação abusiva é uma forma silenciosa de negar acesso à saúde. Não aceite cobranças que prejudiquem o seu tratamento ou o de sua família.

Sobre Nós

Escritório Martins, Corrêa da Silva foi fundado por Felipe Müller Corrêa da Silva e Janine Martins Corrêa da Silva, advogados especializados em Direito à Saúde. Nosso foco está em ações contra planos de saúde e o SUS, bem como em Direito Médico e Direitos da Pessoa com Deficiência (PCD).

Nossa Equipe

Além dos sócios fundadores, contamos com uma equipe de advogados especialistas em plano de saúde e SUS, altamente qualificados e comprometidos com a defesa dos direitos dos pacientes. Nossa equipe trabalha de forma integrada e estratégica para oferecer um atendimento ágil, personalizado e eficaz, garantindo as melhores soluções jurídicas para cada caso.