Imagine conviver com retocolite ulcerativa ativa moderada a grave, passando por diversos tratamentos sem melhora, e finalmente receber a indicação médica para o Tremfya® (guselcumabe) — um medicamento moderno, eficaz e aprovado pela Anvisa. Mas, ao buscar acesso pelo plano de saúde ou SUS, vem a surpresa: negativa de cobertura. O que fazer?
Neste artigo, você vai entender como garantir judicialmente o Tremfya (guselcumabe) para tratamento de retocolite ulcerativa, mesmo diante da recusa do plano ou do sistema público.
Sumário
O que é Tremfya (guselcumabe) e para quem ele é indicado?
O Tremfya® (guselcumabe) é um medicamento biológico indicado para o tratamento de retocolite ulcerativa ativa moderada a grave em pacientes adultos que:
- Não responderam adequadamente às terapias convencionais;
- Apresentaram perda de resposta a tratamentos anteriores;
- Ou tiveram intolerância a imunossupressores, medicamentos biológicos ou inibidores da JAK.
O guselcumabe age bloqueando seletivamente a interleucina-23 (IL-23), uma proteína inflamatória central no processo da doença, promovendo alívio dos sintomas, remissão da inflamação intestinal e melhora na qualidade de vida.
Tremfya (guselcumabe) está aprovado pela Anvisa?
Sim. O Tremfya® (guselcumabe) possui registro ativo na Anvisa para o tratamento da retocolite ulcerativa ativa moderada a grave, o que comprova a sua segurança, eficácia e regularidade para uso no Brasil.
Essa aprovação é um dos principais argumentos contra negativas de cobertura, tanto pelo SUS quanto por planos de saúde, pois afasta alegações de uso off-label ou experimental.
Por que o plano de saúde ou SUS negam o Tremfya (guselcumabe)?
As principais alegações de negativa incluem:
- Tremfya (guselcumabe) não consta no Rol de Procedimentos da ANS;
- O medicamento não está incorporado na RENAME ou nos protocolos do SUS;
- Há outras opções terapêuticas disponíveis na lista oficial.
No entanto, quando o médico assistente justifica a necessidade do Tremfya (guselcumabe), diante da ineficácia ou intolerância aos tratamentos anteriores, a negativa se torna indevida e abusiva.
Como conseguir Tremfya (guselcumabe) pelo SUS ou plano de saúde?
Passo a passo para obter judicialmente o Tremfya (guselcumabe):
1️⃣ Solicite a negativa por escrito do plano de saúde ou SUS;
2️⃣ Obtenha prescrição médica clara e detalhada, mencionando Tremfya (guselcumabe);
3️⃣ Reúna exames, laudos médicos e histórico de tratamentos anteriores;
4️⃣ Consulte um advogado especializado em direito à saúde;
5️⃣ Inicie uma ação judicial com pedido de liminar, se houver urgência.
Documentos necessários para a ação judicial:
✔️ Prescrição médica do Tremfya (guselcumabe) com CID e posologia;
✔️ Relatório médico detalhado justificando a indicação;
✔️ Comprovante da negativa administrativa;
✔️ Laudos e exames que demonstram a gravidade da doença.
Mesmo que o guselcumabe (Tremfya) não esteja incluído no rol da ANS, sua prescrição por médico especialista, associada à falha de outros tratamentos, justifica a intervenção do Judiciário para garantir o fornecimento.
Perguntas Frequentes sobre Tremfya (guselcumabe) para Retocolite Ulcerativa
1. O plano de saúde é obrigado a cobrir Tremfya (guselcumabe)?
Sim. Mesmo fora do rol da ANS, o plano de saúde pode ser obrigado judicialmente a custear o Tremfya (guselcumabe), desde que haja prescrição médica, registro na Anvisa e falha das terapias fornecidas pelo plano.
2. O SUS fornece Tremfya (guselcumabe)?
O Tremfya (guselcumabe) não está incorporado ao SUS para retocolite ulcerativa, mas é possível obter o medicamento por via judicial, com base em laudos médicos e evidências científicas que justifiquem sua necessidade.
3. Quanto custa o tratamento com Tremfya (guselcumabe) particular?
O custo pode ultrapassar R$ 20 mil por dose, sendo um tratamento de longo prazo. Por isso, a obtenção judicial do Tremfya (guselcumabe) é essencial para pacientes que não têm condições financeiras de arcar com o valor.
4. Posso entrar na Justiça mesmo sem ter tentado todos os medicamentos do SUS?
Sim. Se o médico indicar expressamente o Tremfya (guselcumabe) como o mais adequado ao seu caso, não é necessário testar todas as opções do SUS, especialmente quando há risco de agravamento da doença.
5. O juiz pode conceder o Tremfya (guselcumabe) rapidamente?
Sim. Muitos juízes concedem liminares urgentes determinando que o plano ou o SUS forneça imediatamente o Tremfya (guselcumabe), especialmente quando há risco de piora do quadro clínico.
Conclusão
O Tremfya® (guselcumabe) representa um avanço importante no tratamento da retocolite ulcerativa ativa moderada a grave, e sua negativa pelo SUS ou plano de saúde pode ser revertida judicialmente com base no direito à saúde.
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