Receber um diagnóstico de câncer de pulmão já é, por si só, uma das notícias mais difíceis que alguém pode ouvir.
Mas quando o plano de saúde nega o tratamento indicado pelo médico, a situação se torna ainda mais injusta.
Se o seu oncologista prescreveu a combinação de Ipilimumabe (Yervoy) e Nivolumabe (Opdivo) e o plano recusou a cobertura, há uma saída e o tempo é um fator essencial.
Na maioria das vezes, a negativa é indevida e pode ser revertida judicialmente.
Se o seu plano de saúde também negou o tratamento indicado pelo seu oncologista, saiba que você não está sozinho. Podemos te orientar sobre os próximos passos e como agir.
📱 Saiba o que fazer se o tratamento com Ipilimumabe e Nivolumabe foi negadoSumário
O que é o tratamento com Ipilimumabe e Nivolumabe
O Ipilimumabe e o Nivolumabe pertencem a uma classe de medicamentos chamada imunoterapia, que representa um dos avanços mais promissores da oncologia moderna.
Essas drogas ajudam o próprio sistema imunológico do paciente a reconhecer e atacar as células tumorais, restaurando a capacidade natural do corpo de combater o câncer.
Estudos clínicos internacionais demonstram que a combinação é eficaz em casos de carcinoma de pulmão de não pequenas células (CPNPC), especialmente quando o tumor já está em estágio avançado.
Por que os planos de saúde negam o tratamento?
Mesmo com respaldo médico e registro na ANVISA, muitos planos de saúde ainda se recusam a custear o tratamento, alegando razões que não se sustentam diante da lei.
As justificativas mais frequentes são:
1️⃣ “O medicamento não está no Rol da ANS”
O Rol da ANS é uma lista de referência mínima — e não uma limitação de cobertura.
A Justiça tem entendido que o rol é exemplificativo, e o plano deve cobrir terapias necessárias à preservação da vida, desde que tenham comprovação científica.
2️⃣ “Uso fora da bula (off-label)”
Em alguns casos, o auditor do plano afirma que o uso conjunto dos medicamentos não está previsto na bula.
No entanto, o uso off-label é comum e aceito na prática médica, principalmente em oncologia.
Quando a indicação parte do médico assistente e há estudos que sustentam a eficácia, a negativa é considerada abusiva.
3️⃣ “Tratamento experimental ou não incorporado”
Nenhum desses medicamentos é experimental.
Tanto o Yervoy (Ipilimumabe) quanto o Opdivo (Nivolumabe) têm registro ativo na ANVISA, o que comprova sua segurança e eficácia.
O que fazer após a negativa
Diante da recusa, é fundamental agir com rapidez e organização.
Veja os passos:
Solicite a negativa formalmente por escrito, o plano é obrigado a justificar o motivo da recusa.
Peça um relatório médico completo, com CID, histórico do paciente, tratamento anterior e justificativa técnica.
Reúna os documentos pessoais e do plano (RG, CPF, carteirinha, comprovante de pagamento, exames recentes).
Procure orientação jurídica especializada – um advogado em Direito à Saúde pode solicitar uma liminar judicial, que costuma ser analisada com urgência em casos de câncer.
Quanto tempo demora?
As decisões judiciais em casos oncológicos costumam ser rápidas.
Quando há relatório médico claro e risco de agravamento, a liminar pode ser concedida em poucos dias, garantindo o início imediato do tratamento.
Conclusão
Negativas de cobertura para tratamentos oncológicos avançados têm se tornado frequentes, mas a Justiça tem reconhecido que o plano não pode se sobrepor à decisão médica.
O que deve prevalecer é a indicação do profissional que acompanha o paciente e o direito constitucional à saúde.
Se o seu plano de saúde negou o uso de Ipilimumabe (Yervoy) e Nivolumabe (Opdivo), busque orientação o quanto antes.
A agilidade pode fazer toda a diferença no desfecho do tratamento.
Precisa de ajuda agora?
Podemos avaliar seu caso e orientar os próximos passos.
Cada caso é único. Se quiser conversar com uma equipe que atua diariamente em situações como a sua, estamos aqui para te ouvir com atenção e te orientar.
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