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 Coparticipação Abusiva no Tratamento de Autismo: Entenda Seus Direitos e Saiba Como Agir

“Meu filho faz terapias toda semana, mas os valores da coparticipação estão insustentáveis. É como pagar duas mensalidades.”

Se você se identificou com essa frase, respire fundo. Você não está sozinho — e existe um caminho real e seguro para resolver essa situação.

A coparticipação nos planos de saúde, quando ultrapassa certos limites, pode se tornar abusiva, especialmente em tratamentos contínuos e intensivos como os realizados por crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A boa notícia é que você pode contestar judicialmente essas cobranças e proteger o tratamento do seu filho.

Se você também está enfrentando cobranças altas por sessões de terapia para TEA, saiba que isso pode ser contestado. Podemos te orientar sobre os próximos passos.

📱 Veja se a cobrança do plano está passando dos limites

O Que é Coparticipação e Quando Ela é Permitida?

A coparticipação é uma cobrança adicional feita por alguns planos de saúde, mesmo quando a mensalidade já é paga em dia. Ela pode incidir sobre:

  • Consultas médicas
  • Sessões de terapia
  • Exames e outros procedimentos

Essa prática é permitida pela ANS, mas precisa seguir regras claras. A coparticipação só é legal quando:

✅ Está prevista no contrato;<br>
✅ Não inviabiliza o acesso ao tratamento;<br>
✅ Não impõe valores desproporcionais à realidade do paciente.

Se um desses critérios não for respeitado, a cobrança pode ser ilegal e abusiva — e cabe contestação.


Quando a Coparticipação no TEA é Abusiva?

Nos tratamentos para autismo, é comum que as crianças precisem de várias sessões por semana. Se a soma das coparticipações mensais inviabiliza ou limita esse acesso, há forte indício de abuso.

Isso vale para terapias como:

  • ABA (Análise do Comportamento Aplicada)
  • Fonoaudiologia
  • Terapia Ocupacional
  • Psicoterapia e estimulação precoce

A coparticipação não pode impedir o tratamento indicado por prescrição médica. E mesmo que o plano diga que está “seguindo o contrato”, a Justiça já reconheceu que cobranças desproporcionais podem ser revistas.


O Plano de Saúde é Obrigado a Cobrir Terapias de TEA?

Sim. A legislação brasileira e decisões judiciais já consolidadas deetreminam o direito à cobertura integral dos tratamentos necessários para o desenvolvimento da criança com TEA, mesmo que o procedimento:

  • Não esteja no Rol da ANS;
  • Seja realizado em alta frequência;
  • Envolva equipe multidisciplinar.

O importante é haver prescrição médica ou relatório especializado. A partir disso, o plano de saúde deve garantir acesso contínuo, sem barreiras econômicas que prejudiquem o tratamento.



Como Contestar a Coparticipação Abusiva? Passo a Passo

1️⃣ Solicite um Demonstrativo Detalhado
Peça ao plano de saúde todos os valores cobrados por sessão e a justificativa para essa cobrança.

2️⃣ Guarde os Comprovantes
Junte boletos, recibos, extratos bancários e qualquer outro documento que comprove os pagamentos.

3️⃣ Tenha a Prescrição Médica em Mãos
Um relatório clínico com recomendação do número de sessões semanais é fundamental.

4️⃣ Busque Apoio Jurídico Especializado

“Se você ainda não tem todos os documentos, nossa equipe pode te orientar sobre como conseguir cada item com facilidade.”


Documentos Importantes para Ingressar com a Ação

  • 📄 Prescrição médica ou relatório clínico
  • 📄 Comprovantes dos valores cobrados
  • 📄 Comprovação de diagnóstico de TEA
  • Contrato do plano de saúde (se disponível)

Nenhuma Criança com TEA Deve Ser Penalizada por Questões Financeiras

Se o tratamento do seu filho está sendo dificultado por cobranças abusivas de coparticipação, isso pode ser revertido. A Justiça tem reconhecido o excesso e imposto limites para proteger os pacientes e suas famílias.

Sabemos que cada família vive uma realidade diferente. Se quiser conversar com quem já acompanha de perto casos como o seu, estamos aqui para ouvir com atenção e orientar.

✅ Fale agora e saiba se a coparticipação que está sendo cobrada no tratamento de TEA é abusiva

Sobre Nós

Escritório Martins, Corrêa da Silva foi fundado por Felipe Müller Corrêa da Silva e Janine Martins Corrêa da Silva, advogados especializados em Direito à Saúde. Nosso foco está em ações contra planos de saúde e o SUS, bem como em Direito Médico e Direitos da Pessoa com Deficiência (PCD). Atendemos clientes em Porto Alegre, São Paulo e em todo o Brasil, oferecendo suporte jurídico presencial e online.

Nossa Equipe

Além dos sócios fundadores, contamos com uma equipe de advogados especialistas em plano de saúde, altamente qualificados e comprometidos com a defesa dos direitos dos pacientes. Nossa equipe trabalha de forma integrada e estratégica para oferecer um atendimento ágil, personalizado e eficaz, garantindo as melhores soluções jurídicas para cada caso.

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