Pular para o conteúdo

Fez Implante de Stents e Ainda Paga Imposto de Renda?

Implantou stents? Veja se você tem direito à isenção do IR

Aposentado com cardiopatia grave pode deixar de pagar Imposto de Renda — e recuperar até cinco anos.

Por Felipe Müller Corrêa da Silva Atualizado em

Implante de stents dá direito à isenção do Imposto de Renda? Quem se enquadra e como pedir a restituição

Aposentados, pensionistas e militares reformados que implantaram stents por cardiopatia grave podem ter direito à isenção do Imposto de Renda sobre os proventos, desde que a gravidade da doença esteja comprovada por laudo médico. O direito não depende de a doença estar controlada: ele permanece mesmo sem sintomas. E quem já tinha direito e continuou pagando pode pedir a restituição dos valores dos últimos cinco anos, corrigidos pela taxa Selic.

🔴
Continua pagando IR depois do stent? O prazo para recuperar corre. A restituição alcança só os últimos cinco anos — o que passou disso prescreve. Fale agora com o escritório pelo WhatsApp.
💬 Falar agora

Se você já passou pelo implante de stents e continua pagando Imposto de Renda sobre a aposentadoria, este conteúdo explica quando o benefício se aplica e como buscá-lo. Para uma análise do seu caso, o escritório atende pelo WhatsApp.

Quem tem direito à isenção do Imposto de Renda após o implante de stents?

A isenção do Imposto de Renda por doença grave é prevista na Lei nº 7.713/1988 e alcança aposentados, pensionistas e militares reformados que tenham determinadas condições de saúde — entre elas a cardiopatia grave. O implante de stents costuma ser consequência de doença arterial coronariana, uma forma de cardiopatia que pode se enquadrar na previsão legal.

A isenção incide sobre os proventos de aposentadoria, pensão ou reforma — e não sobre outros rendimentos. O que define o direito é a comprovação da cardiopatia grave por laudo médico, não o simples fato de ter um stent.

Ou seja: se você é aposentado e o implante decorreu de uma doença coronariana grave, há base concreta para buscar o benefício. O passo decisivo é a documentação médica — é ela que demonstra a gravidade exigida pela lei.

Um único stent já é suficiente para a isenção?

Esse é o ponto que mais gera dúvida. O que importa não é o número de stents, e sim a gravidade da cardiopatia comprovada nos laudos. Um stent isolado, sem repercussão funcional, exige demonstração mais cuidadosa; já situações com infarto prévio, múltiplos stents ou acompanhamento contínuo tendem a ter fundamentação mais robusta.

Não sabe se o seu laudo demonstra a gravidade necessária? O escritório analisa a documentação e indica o caminho.

Enviar meu laudo para análise

A isenção vale mesmo com a doença controlada ou sem sintomas?

Sim. Esse é um dos pontos mais importantes — e um dos mais negados de forma indevida. O STJ já firmou entendimento de que o direito à isenção permanece mesmo após o tratamento bem-sucedido e mesmo quando o paciente está assintomático, porque a cardiopatia grave é considerada condição crônica, que demanda acompanhamento permanente.

A Receita não pode negar o pedido alegando que a doença está “controlada” ou “estabilizada”. O entendimento consolidado é de que o benefício é vitalício uma vez reconhecida a cardiopatia grave.

É possível recuperar o Imposto de Renda pago nos últimos anos?

Sim. Quem já tinha direito à isenção e continuou pagando pode pedir a restituição dos valores dos últimos cinco anos, corrigidos pela taxa Selic. Esse valor, somado ao longo do tempo, costuma ser expressivo — e é justamente a parcela que prescreve: tudo que ultrapassa o quinquênio não pode mais ser recuperado.

Por isso, quando há indício de direito, cada mês conta: a restituição é uma janela móvel de cinco anos que se fecha mês a mês.

Quanto antes o pedido é formalizado, mais valores entram na janela de cinco anos. O escritório calcula o período recuperável e conduz o pedido.

Quero saber quanto posso recuperar

Há base para buscar a isenção no seu caso?

Cada situação depende da documentação médica, mas o quadro abaixo ajuda a entender, em linhas gerais, onde costuma haver base mais sólida para o pedido.

SituaçãoHá base para buscar a isenção?
Aposentado com infarto prévio e implante de stentsSim — base sólida quando há laudo de cardiopatia grave.
Aposentado com múltiplos stents e acompanhamento contínuoSim — quadro costuma demonstrar a gravidade exigida.
Stent único, sem outras repercussões, mas com laudo de cardiopatia gravePossível — depende da demonstração da gravidade no laudo.
Pedido já negado pela Receita com base em doença “controlada”Sim — a negativa por estabilização da doença é questionável.
Quem ainda paga IR e nunca pediu a isençãoVale analisar — pode haver direito e restituição de até cinco anos.

isenção de IR cardiopatia grave stents aposentados restituição doença grave

Por que a Receita nega — e por que a negativa pode ser questionada

Alguns argumentos aparecem com frequência nos indeferimentos. Conhecê-los ajuda a entender por que muitos pedidos negados são, depois, reconhecidos:

“A doença está controlada, não há mais cardiopatia grave.”

O entendimento consolidado é o oposto: a condição crônica mantém o direito mesmo após estabilização, inclusive sem sintomas.

“O laudo precisa ser de serviço médico oficial.”

Na via administrativa pode-se exigir laudo de serviço oficial, mas a Justiça reconhece que outros documentos médicos consistentes — como exames de cateterismo e angiotomografia — são aptos a comprovar a gravidade.

O que fazer para solicitar a isenção e a restituição

Como a restituição alcança apenas os últimos cinco anos, o ideal é organizar a documentação e formalizar o pedido o quanto antes.

1
Reúna o laudo médico atualizado

Emitido por cardiologista, indicando a cardiopatia grave (ou doença arterial coronariana), o implante de stents e a necessidade de acompanhamento contínuo.

2
Junte os exames que comprovam o quadro

Cateterismo, angiotomografia coronariana, ecocardiograma e relatórios de acompanhamento ajudam a demonstrar a gravidade.

3
Formalize o pedido de isenção

O requerimento é apresentado ao órgão que paga a aposentadoria ou pensão, com a documentação médica e os comprovantes.

4
Peça a restituição do que foi pago

Em paralelo, é possível requerer a devolução do imposto recolhido indevidamente nos últimos cinco anos, com correção pela Selic.

5
Se houver negativa, avalie a via judicial

Indeferimentos por “doença controlada” ou por exigências documentais excessivas costumam ser revertidos quando levados ao Judiciário.

Documentos necessários para o pedido

Laudo médico
De cardiologista, com diagnóstico de cardiopatia grave e CID.
Exame de cateterismo
Demonstrando as obstruções e o implante dos stents.
Exames complementares
Angiotomografia, ecocardiograma ou teste ergométrico.
Comprovante de aposentadoria
Ou de pensão/reforma, que demonstra a fonte do rendimento isento.
Comprovantes de IR pago
Declarações e informes dos últimos cinco anos, para a restituição.
Documentos pessoais
RG, CPF e comprovante de residência atualizado.

Via administrativa ou judicial?

O pedido pode começar na via administrativa, junto ao órgão pagador. Quando há indeferimento indevido ou demora excessiva, a ação judicial é o instrumento típico para reconhecer a isenção e a restituição dos últimos cinco anos. A definição da melhor via depende das circunstâncias do caso.

Perguntas frequentes

Quem fez implante de stents tem direito à isenção do Imposto de Renda?

Pode ter. A isenção é prevista para aposentados, pensionistas e militares reformados com cardiopatia grave. Quando o implante de stents decorre de doença arterial coronariana grave, há base para buscar o benefício, sempre a depender da comprovação por laudo médico.

A isenção vale mesmo com a doença controlada ou sem sintomas?

Sim. O STJ já firmou entendimento de que o direito à isenção permanece mesmo após o tratamento bem-sucedido e mesmo na ausência de sintomas, porque a cardiopatia grave é considerada condição crônica.

É possível recuperar o Imposto de Renda pago nos anos anteriores?

Sim. Quem já tinha direito e continuou pagando pode pedir a restituição dos valores dos últimos cinco anos, corrigidos pela taxa Selic, mediante apresentação da documentação médica e do comprovante de aposentadoria ou pensão.

O pedido se faz pela Receita ou na Justiça?

O pedido pode ser apresentado primeiro na via administrativa, junto ao órgão pagador da aposentadoria. Quando há indeferimento indevido ou demora, a via judicial costuma reconhecer o direito à isenção e à restituição.

O implante de um único stent é suficiente para a isenção?

Depende da gravidade da cardiopatia comprovada nos laudos, e não do número de stents. Casos com infarto prévio, múltiplos stents ou necessidade de acompanhamento contínuo costumam ter fundamentação mais robusta para o reconhecimento do direito.

Ficou com uma dúvida específica sobre o seu caso? O escritório responde pelo WhatsApp e analisa a sua documentação.

Conclusão: o caminho prático para quem implantou stents

Se você é aposentado e implantou stents por cardiopatia grave, há base para buscar a isenção do Imposto de Renda sobre os proventos — e para recuperar o que foi pago indevidamente nos últimos cinco anos. O elemento decisivo é a documentação médica que demonstra a gravidade. Como a restituição prescreve mês a mês, organizar os laudos e formalizar o pedido cedo é o que protege os valores recuperáveis.

Atendimento especializado

Implantou stents e ainda paga Imposto de Renda?

O escritório analisa o seu laudo, indica se há base para a isenção e conduz o pedido de restituição dos últimos cinco anos.

Falar com o escritório pelo WhatsApp

Atendimento ético em todo o Brasil. Processos 100% digitais.

Fontes

Legislação de referência sobre a isenção do Imposto de Renda por doença grave: Lei nº 7.713/1988 (Planalto).

Felipe Müller Corrêa da Silva, advogado especialista em Direito à Saúde — OAB/RS 82.728

Felipe Müller Corrêa da Silva

Advogado · OAB/RS 82.728 — Sócio de Martins, Corrêa da Silva Advogados. Atuação exclusiva em Direito à Saúde, dedicado a ações contra planos de saúde, SUS e a direitos de aposentados, como a isenção do Imposto de Renda por doença grave. Atende em Porto Alegre, São Paulo e em todo o Brasil, com processos 100% digitais.

Paga IR mesmo com stent? Fale agora com o escritório
💬 WhatsApp

Deixe um comentário