Receber o diagnóstico de Doença de Alzheimer em estágio inicial é um dos momentos mais difíceis para qualquer família. Além do impacto emocional, surge a corrida contra o tempo em busca de um tratamento que possa retardar a evolução da doença e preservar a autonomia do paciente pelo maior período possível.
Entre as opções mais recentes está o Kisunla® (donanemabe), um medicamento inovador que tem demonstrado resultados importantes em pesquisas clínicas. No entanto, não são raros os casos em que o plano de saúde Amil nega a cobertura do tratamento, alegando que o medicamento estaria “fora do Rol da ANS” ou que se trata de uma terapia “experimental”.
Se você está vivendo essa situação, saiba que não está sozinho(a) e que existem caminhos possíveis para garantir o acesso ao tratamento prescrito pelo médico.
Se você também recebeu uma negativa da Amil para o Kisunla, saiba que não precisa enfrentar isso sozinho. Podemos te orientar sobre os caminhos possíveis para obter o tratamento.
📱 Saiba o que fazer se o Kisunla foi negado pela AmilSumário
O que é o Kisunla (donanemabe) e como ele funciona?
O Kisunla (donanemabe) é um anticorpo monoclonal desenvolvido para atuar diretamente sobre a proteína beta-amiloide, que se acumula no cérebro de pessoas com Alzheimer e forma placas tóxicas responsáveis pela progressão da doença.
O medicamento é administrado por infusão intravenosa e segue um esquema específico de doses crescentes. Nos estudos clínicos, como o TRAILBLAZER-ALZ 2, com mais de 1.700 pacientes, o Kisunla demonstrou reduzir significativamente a progressão clínica da doença em comparação ao placebo. Isso significa mais tempo com preservação da memória, da autonomia e da qualidade de vida.
Por que a Amil pode negar o medicamento?
As negativas do plano de saúde Amil geralmente se apoiam em justificativas como:
- “O medicamento não faz parte do Rol da ANS”;“Trata-se de tratamento experimental”;“Não está previsto em contrato”.
Esses argumentos, no entanto, não significam que o paciente não possa ter acesso ao tratamento. O Rol da ANS é apenas uma lista mínima, e os tribunais já reconhecem que a saúde é um direito constitucional que deve prevalecer sobre cláusulas restritivas.
No caso de medicamentos como o Kisunla, quando o plano Amil recusa o fornecimento, é possível buscar a Justiça para garantir o acesso. Diversas decisões já reconhecem que negar um tratamento essencial pode representar risco grave e violação ao direito do paciente.
O que fazer na prática?
Se houve negativa da Amil para o fornecimento do Kisunla, siga estes passos:
1️⃣ Peça a negativa por escrito ao plano de saúde (é um direito do consumidor).
2️⃣ Tenha em mãos a prescrição ou relatório médico detalhado, explicando a necessidade do Kisunla para o caso específico.
3️⃣ Reúna exames e laudos complementares que comprovem o estágio da doença.
4️⃣ Procure orientação jurídica especializada, que poderá analisar a documentação e indicar o caminho mais adequado.
Se você ainda não tem todos os documentos, não se preocupe. É possível receber orientação sobre como reuni-los com rapidez e segurança.
Quais documentos podem ser necessários?
Prescrição ou relatório médico detalhado
Exames que comprovem a condição clínica
Negativa formal da Amil
Histórico de evolução da doença
Esses documentos são a base para demonstrar a real necessidade do tratamento e dar mais segurança ao processo.
Conclusão
Saber que existe um medicamento como o Kisunla (donanemabe) traz esperança em meio ao desafio do Alzheimer. Quando o plano Amil nega o acesso, o paciente e a família não estão desamparados: há formas legítimas de buscar esse direito e iniciar o tratamento de forma segura.
📲 Se você está passando por essa situação, não precisa enfrentar isso sozinho(a).
Nosso time já conhece esse caminho e pode ajudar a analisar seu caso com atenção e cuidado.
Cada caso é único. Se quiser conversar com uma equipe que já acompanha de perto situações como a sua, estamos à disposição para ouvir e orientar.
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O Escritório Martins, Corrêa da Silva foi fundado por Felipe Müller Corrêa da Silva e Janine Martins Corrêa da Silva, advogados especializados em Direito à Saúde. Nosso foco está em ações contra planos de saúde e o SUS, bem como em Direito Médico e Direitos da Pessoa com Deficiência (PCD).
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Além dos sócios fundadores, contamos com uma equipe de advogados especialistas em plano de saúde, altamente qualificados e comprometidos com a defesa dos direitos dos pacientes. Nossa equipe trabalha de forma integrada e estratégica para oferecer um atendimento ágil, personalizado e eficaz, garantindo as melhores soluções jurídicas para cada caso.