Imagine precisar de transfusões constantes porque seu corpo já não consegue produzir glóbulos vermelhos suficientes — e ainda assim ter um medicamento essencial negado pelo SUS. Essa foi a realidade enfrentada por uma paciente de 76 anos, diagnosticada com mielofibrose grau 2.
A mielofibrose é uma doença grave da medula óssea que interfere na produção normal das células do sangue. Mesmo após diversos tratamentos fornecidos pelo SUS, a paciente desenvolveu um quadro de anemia severa, precisando de transfusões frequentes.
A solução médica? A prescrição de ERITROPOETINA 4.000UI, um medicamento que estimula a produção de hemácias (glóbulos vermelhos), trazendo alívio e dignidade para pacientes com esse tipo de anemia.
O problema? O SUS negou o fornecimento da eritropoetina, alegando que ela só estaria disponível para outras doenças — não especificamente para a mielofibrose.
A saída foi recorrer à Justiça. Com o apoio médico e a urgência do quadro clínico comprovada, a paciente conseguiu uma liminar que obrigou o Estado a fornecer imediatamente o medicamento.
E se o paciente tiver plano de saúde?
O plano também pode ser obrigado a cobrir a eritropoetina. Se houver prescrição médica e negativa da operadora, é possível entrar com uma ação judicial e conseguir uma decisão rápida (liminar), garantindo o tratamento em tempo hábil.
Está passando por uma situação parecida?
Cada caso exige atenção especial, mas há caminhos possíveis — tanto pelo SUS quanto pelo plano de saúde.
Em caso de dúvida consulte um especialista.
A Eritropoetina 4.000UI foi negada mesmo com prescrição para tratar anemia grave causada pela mielofibrose?
📲 Saiba o que fazer se a Eritropoetina 4.000UI foi negadaO Escritório Martins, Corrêa da Silva é especializado em planos de saúde, SUS, Direito Médico e Direito da Pessoa com Deficiência.
Felipe Müller Corrêa da Silva, Advogado com atuação exclusiva nas áreas Direito à Saúde (Planos de Saúde e SUS) e Direito Médico.
Janine Martins Corrêa da Silva, Advogada com atuação nas áreas de Direito da Pessoa com Deficiência (PCD) e Direito Médico.