Receber o diagnóstico de Doença de Alzheimer em estágio inicial é um momento de enorme impacto. A cada consulta, exames e mudanças na rotina, surge a preocupação com o futuro do paciente e da família.
Quando o médico prescreve o Kisunla® (donanemabe), um medicamento inovador capaz de retardar a progressão da doença, a esperança de preservar a memória e a autonomia se fortalece.
Mas muitos beneficiários do plano de saúde SulAmérica se deparam com uma barreira dolorosa: a negativa de cobertura. As justificativas mais comuns são de que o medicamento estaria “fora do Rol da ANS” ou seria considerado “experimental”.
Essa resposta, em um momento tão delicado, aumenta a insegurança e pode atrasar o início de um tratamento essencial.
Se você está vivendo essa situação, saiba que não está sozinho(a). A seguir, vamos explicar o que é o Kisunla, por que ele é prescrito, como funciona a cobertura pelo plano SulAmérica e quais caminhos podem ser seguidos para conseguir o medicamento.
Se você também recebeu a negativa do plano SulAmérica para o Kisunla (donanemabe), saiba que não precisa enfrentar isso sozinho. Podemos te orientar sobre os caminhos possíveis para obter o tratamento.
📱 Saiba o que fazer se o Kisunla (donanemabe) foi negado pela SulAméricaSumário
O que é o Kisunla (donanemabe) e como ele atua?
O Kisunla (donanemabe) é um anticorpo monoclonal que se liga a aglomerados da proteína beta-amiloide, responsáveis pela formação das placas no cérebro características da Doença de Alzheimer.
Ao reduzir essas placas, o medicamento retarda a progressão clínica da doença, ajudando a preservar a cognição e a autonomia do paciente por mais tempo.
O tratamento é realizado por infusão endovenosa em intervalos regulares. Nos estudos clínicos, os pacientes que receberam Kisunla apresentaram menor declínio cognitivo e funcional em comparação ao grupo placebo, demonstrando resultados significativos.
Por que o plano SulAmérica costuma negar o medicamento?
As negativas do plano SulAmérica geralmente se baseiam em argumentos como:
- “Fora do Rol da ANS” – O Rol da ANS é apenas uma lista mínima de cobertura obrigatória, mas não limita o acesso a outros tratamentos necessários.“Tratamento experimental” – Apesar de inovador, o Kisunla já possui estudos robustos de eficácia e segurança.Exclusão contratual – Cláusulas contratuais restritivas não podem se sobrepor ao direito constitucional à saúde.
É importante lembrar que essas negativas não são definitivas. Há instrumentos legais capazes de garantir o acesso ao tratamento indicado pelo médico.
A saúde é um direito fundamental previsto na Constituição. O paciente não está pedindo um favor: está apenas exigindo o que é justo e necessário para sua dignidade.
Como agir para obter o Kisunla pelo plano SulAmérica?
Se o plano SulAmérica negou a cobertura, siga estes passos práticos:
1️⃣ Solicite a negativa por escrito – o plano é obrigado a fornecer o documento.
2️⃣ Guarde a prescrição ou relatório médico – deve conter diagnóstico, justificativa clínica e indicação do Kisunla.
3️⃣ Reúna exames e laudos complementares – eles fortalecem a comprovação da necessidade do medicamento.
4️⃣ Busque orientação jurídica especializada – um advogado pode auxiliar a ingressar com medida judicial de urgência para garantir o início rápido do tratamento.
“Mesmo que você ainda não tenha todos os documentos em mãos, é possível receber orientação sobre como reunir cada item com facilidade.”
Documentos importantes
Prescrição médica detalhada
Relatórios ou laudos clínicos
Exames que comprovem a evolução da doença
Comprovante da negativa do plano SulAmérica
Conclusão:
O diagnóstico de Alzheimer já traz desafios enormes para a vida do paciente e de toda a família. Receber uma negativa de cobertura em um momento tão sensível pode ser desanimador, mas existem caminhos concretos para mudar essa realidade.
Se você chegou até aqui, provavelmente está buscando uma forma de conseguir o Kisunla (donanemabe) pelo seu plano SulAmérica. E você não precisa enfrentar isso sozinho(a).
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